sexta-feira, 22 de junho de 2012

A ciência em sua busca racional pela certeza, acabou de encontro à parede concluindo; evidência nenhuma é certeza de evidência, que se pode, porém, ter um vislumbre de certeza através da intuição. Já que evidências podem ser criadas de maneira artificial e induzidas ideologicamente. Dizia Gödel que não éramos sistemas computacionais e que a prova disso mesmo era a elevação que nos fazia ultrapassar problemas; intuição. Acontece o principio da incerteza que liga fé e ciência, mostrando duas práticas conjecturais. E se a ciência é uma conjectura a fé é legitima por inércia. A entropia e a inércia são uma coisa só.

O impacto na realidade que a incerteza traduz é uma má leitura da própria, é saber que quantos mais elementos mensuráveis, mais aumentam as probabilidades e incertezas exponencialmente e que essas incertezas brotam do lago infinito do conhecimento.

Nascemos para ser inconformados com a ignorância inerente. Como que se a ignorância fosse o espaço em falso que nos impele. Um motor. Sendo que a inércia é o estado de locomoção de um objecto aquando deparado com a ignorância ou o vazio.


terça-feira, 12 de junho de 2012

O capitalismo não é eticamente superior ao nazismo. É um sistema que fomenta a manutenção do poder entre poucos e a exploração de muitos. As marcas são propaganda, eficaz lavagem cerebral, como os media ao serviço do capital. Quem tem dinheiro é ariano, quem não o tem é judeu. 


Num sistema "perfeito" não há instrumentos de poder, não há matéria humana para ser explorada. Há o lucro do enriquecimento colectivo através de desenvolvimento e partilha. Não de especulação e monopólio.

Andam vocês, discípulos das marcas agarrados à crença do capital, ao privilégio de possuir papel para se superiorizaram socialmente. É aqui que está o erro sistémico já que um sistema justo não permite instrumentos de superiorização social ou soberba egocentria por apêndice falacioso.

Deus imposto é sempre falso.