terça-feira, 27 de maio de 2008


-Eu vou-te matar.
-Porquê?
-Porque...tem que ser,e isso tem muita força.
-Mas achas que eu sou prescindível?
-Por o seres é que eu te vou matar.
-Queres?Se quisesses este diálogo não seria desnecessário?
-Não quero.
-Compreendo!
-Mas não aceitas.
-Eu gosto de ser livre.
-A tua liberdade entra em conflito com a minha.
-E não consegues viver com essa responsabilidade?
-A minha responsabilidade neste momento é assassinar-te.
-Estás a ser pouco responsável?
-Estou a ser paciente.
-Sê tu.
-Se eu for Eu deixo de o ser.
-O Eu vivo faz o teu Eu morto!Para mim não é problema.
-É um conflito de interesses de facto,mas tudo depende de mim,enquanto tu...
-Enquanto eu limitar-me-ei a falecer e a manchar o teu Eu para todo o sempre.Valerá a pena viver assim?
-Vale a pena viver."Som de disparo."