domingo, 19 de agosto de 2012
o reino...
No meio da floresta húmida as rodas de um carro rubro alisavam o tapete de veludo com o peso de uma tonelada e tanto, mais uma figura longilínea munida de objectos metálicos de cor de oiro. No fundo não se ouvia o arfar de um mocho ou a morte cantando cantigas de sofisma e ainda assim carregada no coração, num pelouro importante e sufocado de visão curta e reacção rápida. Abre-se a mala mágica do artefacto locomotor e um ente pequeno é levado às costas negando o cheiro que o envolvia, se o havia, se não teria sido também ele levado pelo vácuo apaziguador do músculo vermelho turbinado. Enfim, encontram-se presos um ao outro por saliva e camas de terra e pontas e dedos nas concavidades da matéria. Ora nos olhos, ora na boca, descobrindo a resistência da carne, rompendo-se generosamente esperando que o fim seja um período a lembrar à distancia. E da lua se fez leite triunfante, espalhado hegemonicamente pelo peito sofredor que depois de aberto permitiu-se à obscuridade de uma mão esfomeada. Que o azul desceu sobre a paisagem, que a mágoa obsoleta se lhe verteu dos olhos. Já se sabia.
sexta-feira, 22 de junho de 2012
A ciência em sua busca racional pela certeza, acabou de encontro à parede concluindo; evidência nenhuma é certeza de evidência, que se pode, porém, ter um vislumbre de certeza através da intuição. Já que evidências podem ser criadas de maneira artificial e induzidas ideologicamente. Dizia Gödel que não éramos sistemas computacionais e que a prova disso mesmo era a elevação que nos fazia ultrapassar problemas; intuição. Acontece o principio da incerteza que liga fé e ciência, mostrando duas práticas conjecturais. E se a ciência é uma conjectura a fé é legitima por inércia. A entropia e a inércia são uma coisa só.
O impacto na realidade que a incerteza traduz é uma má leitura da própria, é saber que quantos mais elementos mensuráveis, mais aumentam as probabilidades e incertezas exponencialmente e que essas incertezas brotam do lago infinito do conhecimento.
Nascemos para ser inconformados com a ignorância inerente. Como que se a ignorância fosse o espaço em falso que nos impele. Um motor. Sendo que a inércia é o estado de locomoção de um objecto aquando deparado com a ignorância ou o vazio.
sábado, 16 de junho de 2012
terça-feira, 12 de junho de 2012
O capitalismo não é eticamente superior ao nazismo. É um sistema que fomenta a manutenção do poder entre poucos e a exploração de muitos. As marcas são propaganda, eficaz lavagem cerebral, como os media ao serviço do capital. Quem tem dinheiro é ariano, quem não o tem é judeu.
Num sistema "perfeito" não há instrumentos de poder, não há matéria humana para ser explorada. Há o lucro do enriquecimento colectivo através de desenvolvimento e partilha. Não de especulação e monopólio.
Andam vocês, discípulos das marcas agarrados à crença do capital, ao privilégio de possuir papel para se superiorizaram socialmente. É aqui que está o erro sistémico já que um sistema justo não permite instrumentos de superiorização social ou soberba egocentria por apêndice falacioso.
Deus imposto é sempre falso.
Num sistema "perfeito" não há instrumentos de poder, não há matéria humana para ser explorada. Há o lucro do enriquecimento colectivo através de desenvolvimento e partilha. Não de especulação e monopólio.
Andam vocês, discípulos das marcas agarrados à crença do capital, ao privilégio de possuir papel para se superiorizaram socialmente. É aqui que está o erro sistémico já que um sistema justo não permite instrumentos de superiorização social ou soberba egocentria por apêndice falacioso.
Deus imposto é sempre falso.
terça-feira, 15 de maio de 2012
Pois que de fronte o Inferno com todo o seu bramir abafado, carente de compreensão e por de trás o comodismo melancólico do molde do rabo à realidade. Mas para onde vão os ratos em tempos de crise? Espalham-se, fogem, comem as crias. Sei lá o que fazem os ratos, sei bem que farei eu em total circunstancia. O conhecimento próprio que me levou a lugar algum, uma ilha infestada de homens. Pois que deve haver soluções e pessoas determinadas. Sou pela solução de pessoas determinadas.
terça-feira, 3 de abril de 2012
Leviathan...
What kind of creature have six eyes?
She does not.
What kind of creature eat between its legs?
Neither me, do not know.
Beauty fucker
Beauty Leviathan
What kind of creature have six eyes?
She does not.
What kind of creature eat between its legs?
Neither me, do not know.
Beauty fucker
Beauty Leviathan
domingo, 4 de março de 2012
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