sexta-feira, 19 de setembro de 2014
Última previsão do tempo
Tudo o que é mundo se afasta da concepção. Fujam mães para o buraco, enterrem vossos filhos bem fundo. Que de baixo da grama há um trato, de sangue e chamas e ar, ao que parece, carne nua que apetece, bolinhos de mãe desnaturada.
quinta-feira, 20 de junho de 2013
Li algures, em fonte insegura, que os americanos andam doidos por informação. E vasculham tudo. Obama abriu o precedente, como Thatcher, como Reagan, outrora, anda tudo doido, outrora nos tempos idos do Zé Fixe. Digam que eu avisei, que fui político no passado, do futuro serei olhado e Deus não perdoa pretos atrevidos, vão para os calabouços do céu, para o breu da História. Se eu fosse rico compraria um cão, se eu fosse livre comia a minha irmã. Mas acolheu-me, dentro de mim, um gosto por deusas de gosto duvidoso. O Obama é mau, somos todos. Era o propósito desta merda. sábado, 18 de maio de 2013
Minha pita de estimação toca cítara
Num beijo se perdeu em vasos mornos
Fechei-a porque não encontro falanges iguais
Trato-a muito bem
Alimento-lhe o ego e a alma com queijinho
Minha pita de estimação
Toca cítara agrilhoada
Numa cave húmida onde escrevo poesia
Em liteira de oiro se some
Para o maior profundo
Minha pita de estimação
Acorda
Acorda
Acorda
quinta-feira, 9 de maio de 2013
Paulo rasgou a sua roupa completamente.
Hum.
Completamente. Susana conheceu um homem rico.
Um homem vermelho com gemidos neuróticos.
O seu pai foi castrado. Que culpa ele tem? Ele ri.
Paulo rasgou sua roupa completamente e cuspiu no seu mamilo.
Hum. Huff. Não metas hamsters no buraco negro que eles morrem de tédio.
Lili tem o seu cabelo atado e o velho olha para ela.
Beijou-a incondicionalmente espreitando pela janela.
Um Cadillac. É isso que queres? Vermelho como um homem rico.
Ele ri e enriquece.
Ele ri e enriquece e fica fogo e fica dentro e vai para o céu.
Porque gritas minha querida? Porque eu estou frenético dentro de ti?
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
Gira coisa concreta, carregada de filosofia. Morte santa com tristeza, fuma manta rota da beleza. Mais ferrugem do que sarro. E as mamas do Picasso voltam secas para a terra. Voltam mansas para o prado. Nobre pudim, nobre pudim. Fresca verdura me acena, lá ao longe, diz-me tu? Que vês, lá ao longe, que vês? O passado mastigado pela percepção carnívora? Ou porcos a jogar à apanhada, felizes pela segunda infância? Meninas de vestes rasgadas com mamilos rosáceo ao sol dourado, pés abraçando a terra quente. Que hás-de tu ver, preguiça.
sexta-feira, 23 de novembro de 2012
Abruma esfumarança-se...
Ferminossauro tenincoroso dormilindo de fé, paviofecundo, cresmivivaro treslocoso num barco fulgeguloso em noite de marcha a ré. Carpiam os dentes do texugato, erectodoido num funil à média luz. Num reptilhumo de voz vivaça, num carpir de cama em voo de traça. Não me agitilises a morena pequenança, nem o grito do gnumilinio parvonilinio de trança. Nem que negues o sentiguloso, o fusco prévio do acrilimio. Mau pfum, mau pfas, minha lingufocinhosa de noite, na semilausencia do vermilocoiso nas minhapernias, que ohzas. Tantos olhos, tantos dentes projexiomados. Meu fundo mau, meu fundo pfum, mau fundiolencio que causa dobras ao custedo desse rapaz.
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