quarta-feira, 18 de junho de 2008

free the bird...


Eram 9:00 da manhã.Quase que não havia ar dentro dos lençóis e o que restava estava impregnado de humidade,a sua humidade.Mas não era por isso que deixava de arfar.Ela sabia que a hora era aquela,sempre.Não havia lugar para excepções naquele lugar.A porta abriu,de tão habituada que estava,limitou-se a empurrar o ar em silêncio.Ela afastou as pernas num gesto pré-programado.
O tecido de pana,grosso,bruto,desmoronou sob a inevitabilidade gravitacional,e depois umas cuecas,gastas,sujas.
Ele colocou o seu corpo,velho,duro,sobre o dela,novo,demasiado novo e macio.
Nunca se olhavam nos olhos,a vergonha não deixava.
Ele forçou caminho de uma assentada.O falo mergulhou às cegas e com aspereza.Não havia lugar para o prazer,no lugar para onde ele ia.
As lágrimas corriam-lhe pelo rosto,sempre pelos mesmos sulcos de carne,como rios,desaguando naquele lençol sujo que se falasse,tantas histórias pútridas tinha para contar.
E,enfim,o falo libertou com pretenso desprezo tudo o que de bom e de mau havia a libertar.E saiu com pressa.
-Pai?Amo-te.
O velho saiu de cima dela,vestiu as calças e ali a deixou.O lençol manchado de sangue,a alma num limbo entre razão e emoção.
Do outro lado da parede dormia um cão preto,sereno,profundo nas trevas.Nada de estranho se havia passado.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

pedaço (abissal) de ignorância...


"Gus Van Sant tem diversos momentos, com filmes muito bons e outros péssimos.

Dogville, Elefante, Gênio Indomável são alguns filmes bons dele.

Mas sinceramente, Last Days, eu não consegui terminar de ver! Achei chato pra caramba, acho que não passei nem dos 30 minutos de filme."


in:um qualquer forum brasileiro

quarta-feira, 4 de junho de 2008

sábado, 31 de maio de 2008

terça-feira, 27 de maio de 2008


-Eu vou-te matar.
-Porquê?
-Porque...tem que ser,e isso tem muita força.
-Mas achas que eu sou prescindível?
-Por o seres é que eu te vou matar.
-Queres?Se quisesses este diálogo não seria desnecessário?
-Não quero.
-Compreendo!
-Mas não aceitas.
-Eu gosto de ser livre.
-A tua liberdade entra em conflito com a minha.
-E não consegues viver com essa responsabilidade?
-A minha responsabilidade neste momento é assassinar-te.
-Estás a ser pouco responsável?
-Estou a ser paciente.
-Sê tu.
-Se eu for Eu deixo de o ser.
-O Eu vivo faz o teu Eu morto!Para mim não é problema.
-É um conflito de interesses de facto,mas tudo depende de mim,enquanto tu...
-Enquanto eu limitar-me-ei a falecer e a manchar o teu Eu para todo o sempre.Valerá a pena viver assim?
-Vale a pena viver."Som de disparo."

segunda-feira, 28 de abril de 2008