Smells like teen spirit
"This video is not available in your country."
Este clip foi ostracizado do Youtube,como todos os de Nirvana,aliás.
Conspirações que me ultrapassam.
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
A profecia...
O fascismo acerca-se da Europa.Áustria e Itália dão sinais.O principal pilar da democracia,o capital,derrete aos pés de governantes que cada vez mais buscam parceiros,principalmente energéticos,no limiar da ética democrata.No fundo o que conta é o capital em detrimento da ética,sempre.Profetizo o fim da democracia tal qual a conhecemos.Não vejo uma Europa forte o suficiente para que possa pressionar,por exemplo,a China no sentido de respeitar os direitos humanos.A caminharmos para a hegemonia,não será a democrata.Cuba faz agora mais sentido do que nunca e os sinais de pífio realinhamento democrático não passaram de pólvora seca.
Com o crescimento de regimes arrogantes e egocentristas,(a Rússia é um clássico agora relido)num repente,uma nova guerra mundial.Eu digo entre 10 a 20 anos.
Seja bem vinda e que drague,com tudo o mais,o meu tédio.
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
terça-feira, 2 de setembro de 2008
Hellboy 2...
Assim,sem mais delongas,o melhor filme deste verão.
Não os vi todos é certo,mas vi Batman:the Dark Night.
Enquanto Batman se vê como um thriller obscuro que esmiúça os personagens e que se leva a sério,tentando dar um ar maduro e monocromático,humanizando o universo do fantástico com colagens dilemáticas coerentes,Hellboy em todo o seu esplendor,subverte tudo isso,aceita-se tal como é,não se levando nada a sério e no fim de contas,a humanidade está toda lá,de uma forma menos perspicaz mas mais natural,mais humana(passe a redundância),reconhecível e hilariante.
Como blockbuster é simplesmente genial,agradando ao sector de público que vê filmes somente pela componente espectáculo,mas também ao cinéfilo mais caprichoso que,com certeza não ficará indiferente à forma inteligente como todo o filme foi conduzido.
Não me lembro de um filme me ter agarrado tanto ao ponto de não querer que acabasse,nem em filmes ditos eruditos,nem nos mais imediatos e descomprometidos,não me lembro de ter acontecido,ponto.
Guillermo del Toro volta a estar irrepreensível,tanto na fotografia,na coreografia das cenas de luta,como no design das criaturas,e que design.Nunca vi nada tão bem concebido e de forma tão criativa,como nos diálogos e tiradas humorísticas e na nova personagem que por lá aparece,Johann Krauss de seu nome,também ela muito bem conseguida.
Por tudo isto e muito mais,este é O filme deste Verão e uma viagem épica pelo império dos sentidos,principalmente visuais.
9/10
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
O capitalismo é um verme hediondo que nos retalha as entranhas,nos ataca de todas as formas e das formas mais criativas,que alimenta as nossas dívidas e nos afoga as mágoas em álcool e nos transforma em monstros consumistas,sôfregos,ridículos nos actos desesperados de ambição desmedida e fútil.O capitalismo é isso e muito mais,mas para quem,neste mar de detritos pútridos,conseguir cortar até alcançar a superfície...é,tão somente,a LIBERDADE.
terça-feira, 19 de agosto de 2008
sexta-feira, 1 de agosto de 2008
o aconteciMIento...
Contém alguns spoilers.
Dirigi-me ontem ao cinema,decido a ver Brincadeiras Perigosas de Michael Haneke,mas fui tarde.
Por entre blockbusters com múmias e afins que não me aprazem nem um pouco,optei então pelo Acontecimento,Acontecimiento em cartaz.A legendagem também se mostrou carregada de erros.
Shyamalan já me havia desiludido e voltou a fazê-lo.
O filme conta a história,que mais uma vez nos é colocada de um ponto de vista familiar,de uma América afectada por algo que provoca suicídios a torto e a direito sem causa aparente,remetendo-nos imediatamente para a situação aflitiva e de inimigo invisível do pós 11 de Setembro.
Como ideia conceptual é brilhante.Uma ameaça que vem do nada,sem porquê e que transforma algo tão insignificante como uma brisa ou uma árvore em temida origem do mal.O filme tinha potencial,é um facto.A fotografia não desilude,nem o som,nem o trabalho de câmaras que tem sequências cinemáticas muito eficazes e bem conseguidas como são exemplo os vários suicídios em série.O problema coloca-se quando as personagens abrem a boca.
Os diálogos parecem ter sido escritos por uma criança de 10 anos.Como exemplo,o drama que afecta o casal principal,pelo menos o mais explorado pelo filme,é o seguinte:a mulher sente-se culpada por ter comido uma sobremesa com o Joe,seja lá quem o Joe for.UAU...que drama!A certo ponto da estória o dito Joe liga-lhe e mais tarde o marido(marido,mulher!!!não me lembro do nome das personagens,a não ser do incontornável Joe)pergunta quem era...ela responde:-Ninguém.-E ele continua a conversa como se nada fosse.Ora isto não acontece...isto é inverosímil e as personagens todas foram construídas com base nessa inverosimilhança,como quando pessoas se estão a suicidar num campo ao lado e as personagens reagem sem drama nenhum,ou quando uma outra personagem mostra um vídeo de uma homem a ser desfeito por leões(cena esta que está irreal e exageradamente gore),ou quando uma outra personagem tenta reagir de forma estericamente anímica(seja lá o que isto for,neste filme aplica-se)à morte da sua filha do outro lado da linha,ou quando os maquinistas constatam perante o personagem principal que estão completamente isolados,subentendendo-se que todos à sua volta estavam mortos,como quem avisa que o comboio das 10:00 se vai atrasar.O enfoque dramático é completamente desbaratado neste filme,incluo aqui uma das cenas finais.
Mais catastrófico é quando o realizador se usa do slow-mo para enfatizar as já de si paupérrimas ditas cenas dramáticas.Como quando uma das crianças que acompanhava o casal protagonista,numa dada altura,é morta de forma descabida,convenha-se.Não se consegue traduzir a queda da moral e princípios vigentes que ali era pretendido,se não pretendido,pelo menos aconselhável.
O que este filme foi,a espaços,cria no espectador um sentimento de frustração,relembrando-lhe o que este filme poderia ter sido,se não se tivesse perdido por entre pormenores tontos de narrativa e realização.
Ainda não foi desta que M. Night Shyamalan voltou à boa forma de outrora.
6/10
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